Teoricamente a gestação de substituição seria uma situação de win-win para ambas as partes (casal beneficiário e gestante) - principalmente se esta for a título oneroso.
Problemas éticos
A prática da Gestação de Substituição como técnica de Procriação Medicamente Assistida representa efetivamente um avanço significativo na medicina e tecnologia.
Por outro lado, a utilização crescente destas técnicas veio desafiar os conceitos de maternidade, paternidade e filiação.
Na sequência dos casos de contratos de gestação que foram sendo conhecidos e relatados, sobretudo quando o casal beneficiário e a gestante entram em conflito quanto ao destino da criança, ou crianças, gerada(s), a preocupação dos ordenamentos jurídicos começou a aumentar por todo o Mundo.
Como veremos, as perceções públicas e individuais sobre a gestação de substituição são bastante heterogéneas, divergindo entre beneficiários, gestantes, equipas de profissionais de saúde, legisladores e especialistas em ciências humanas e naturais.
Um questionário realizado na Índia revelou que os corpos das mulheres são conceptualizados do seguinte modo:
Gestação de substituição: gratuita ou não?
Quanto à relação económica, a gestação de substituição pode ser realizada a título oneroso (gestação comercial), ou a título não oneroso (gestação altruísta), o que, só em si, levanta vários problemas éticos.
A utilização crescente de técnicas de procriação medicamente assistida (PMA) veio levantar problemas éticos em vários domínios.



