Como evoluiu o nosso conhecimento sobre fertilidade?

01-01-2024

Nem sempre o ser humano teve os meios para justificar determinados acontecimentos e procurar soluções com recurso à Ciência. 

Hoje em dia temos registos da maneira como era concebida a fertilidade nas sociedades do Antigo Egito, Índia e Grécia Antigas.


Ainda com o avanço extraordinário das tecnologias e medicina no último século, a desinformação continua a ser uma ameaça à saúde das pessoas!

Antigo Egito

Os registos mais antigos de planeamento familiar foram encontrados em papiros no século II a.C. no Antigo Egito

O papiro Kahun que continha fórmulas para conseguir engravidar e o papiro Ebers, que aconselha a mulher que quisesse evitar a conceção a inserir, no ambiente vaginal, um tampão de tecido medicado, embebido numa mistura de mel, acácia e tâmaras. 

Grécia Antiga

No século I a.C na Grécia Antiga, Hipócrates, considerado o pai da Medicina, desenvolveu teorias sobre a geração da criança, segundo as quais a criança nasceria a partir de uma semente proveniente do esperma masculino e do esperma feminino.

Hipócrates escreve que ambos, mulher e homem, produzem esperma masculino e feminino, e que o mesmo acontece no caso dos animais. O esperma é definido como "produto que vem do corpo inteiro de cada progenitor, o esperma fraco vem das partes fracas (do corpo), enquanto o esperma forte vem das partes fortes. A semelhança do filho ao pai e/ou à mãe estaria relacionada com a quantidade de esperma providenciada por cada um na conceção. 

Índia Antiga

Na Índia Antiga, segundo os ensinamentos médicos hindus entre o séculos I e V d.C. era recomendado ter relações sexuais até ao 12º dia do ciclo, contando a partir do primeiro dia da menstruação. Além disto, existia a crença de que relações sexuais em noites pares resultariam na conceção de um filho e em noites ímpares dariam origem a uma filha.  

E como chegámos até hoje?

A partir do século XVI, houve um boom no desenvolvimento das tecnologias óticas e a informação acerca da reprodução começou a desenvolver-se.

Queres ler mais sobre a evolução da medicina e tecnologias reprodutivas?

Dá uma vista de olhos neste post:

Será que usufruímos deste conhecimento?

O primeiro estudo epidemiológico sobre infertilidade realizado em Portugal, AFRODITE, realizado pela FMUP, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, revelou resultados interessantes sobre o nível de informação dos portugueses sobre fertilidade.

  • Deixamos algumas das conclusões tiradas.
  • Embora 71% dos portugueses reconheça que a infertilidade é uma doença que a Medicina pode solucionar, menos de metade das mulheres que sofreram de infertilidade em algum momento da vida recorreram a uma consulta médica.
  • Cerca de um terço das portuguesas inférteis desconhece o motivo da sua infertilidade.
  • Uma percentagem significativa de pessoas associa os problemas de fertilidade a situações não relacionadas com a doença; como Deus (39%), o destino (31%) ou o uso prolongado de métodos contracetivos
  • Poucas mulheres apontam como causa principal a endometriose (6%) ou associam a dificuldade em engravidar com fatores relacionados com o homem (17%), o que denota um conhecimento insuficiente sobre esta doença.

Combate a desinformação!

Mais sobre Infertilidade e Procriação Medicamente Assistida nos nossos posts:

As complicações que podem resultar dos tratamentos de PMA são hoje em dia muito menos frequentes do que no passado.

A Procriação Medicamente Assistida, PMA, é um conjunto de técnicas e tratamentos que visam obter uma gravidez em casais inférteis ou com fertilidade reduzida, ou em mulheres sem parceiro masculino.

A infertilidade conjugal é uma doença definida pela OMS como a ausência de gestação após 12 meses de relação sexual sem contracetivo.

Share
Crie o seu site grátis! Este site foi criado com a Webnode. Crie o seu gratuitamente agora! Comece agora